sábado, 30 de novembro de 2013



Processo Colaborativo


      Com intuito de se aproximar dos seus atores e de não tomar uma postura autoritária, de uma verdade única, Renata optou pelo Processo Colaborativo. Neste o processo os atores têm a possibilidade de compartilhar com o diretor materiais que já possuem para ajudar na construção cênica. Também colaboram com suas experiências, e seus pontos de vista a partir do que está sendo construído. Aqui, a hierarquia construída entre diretor x ator é quebrada, abrindo novos horizontes para a obra a ser criada. 
" De maneira geral, um espetáculo colaborativo parte de um processo coletivo de criação que libera o potencial criativo dos indivíduos e grupos, permitindo que eles criem suas próprias narrativas. A história não é preestabelecida pelos atores no início; é, ao contrário, descobrida pelo grupo através dos ensaios[...]. O processo colaborativo é relativo a criar um espetáculo através da improvisação."(Aleksandar Sasha)*
      É perceptível, a partir da observação, que a diretora considera bastante as opiniões de seus atores. São feitas muitas discussões acerca do que está sendo trabalhado, de como o processo está sendo levado e quais caminhos estão sendo seguidos. 


Abaixo, vídeo sobre processo colaborativo:



     
*Artigo: Aleksandar Sasha Dundjerovi, É UM PROCESSO COLETIVO OU COLABORATIVO?




Improvisação


     Como forma de criação, o grupo tem utilizado basicamente a improvisação. O teatro estruturado a partir dessa técnica é chamado de Teatro de Improviso, espontâneo ou de improvisação. Esse é um método bastante viável quando se está trabalhando com processo colaborativo. Com o improviso o ator interpreta algo que não foi previamente ensaiado ou pensando. No entanto, existem diversos níveis de improvisação. Pode-se improvisar a partir de um personagem já estudado e conhecido, como é o caso da Commedia dell'arte, ou pode-se se improvisar a partir de jogos dramáticos com temas. No Teatro de Improviso o ator apenas recebe um roteiro a ser seguido em cena, para que não se fuja do objetivo final. Uma das diferenças entre esse tipo de teatro e do convencional, é que o ator não tem um texto para ser decorado. 
   A Improvisação trabalha principalmente com as vivências do ator e o material que ele já possui interiorizado. Em cena, o ator reorganizará esses materiais e os trará para a cena, de acordo com o tema estabelecido previamente.

Abaixo, um dos atores(Sérgio Luz) improvisa um texto para o seu personagem que ainda está em processo de criação.




quarta-feira, 20 de novembro de 2013


Ensaios




Os ensaios são iniciados com um aquecimento corporal e vocal, cada um individualmente faz o seus alongamentos e exercícios vocais.
Em seguida a Diretora colocar os alunos para andarem pela sala e começar a jogar estímulos para os atores (nesse momento os atores já agem como personagem) “ande como o personagem”, “busque a respiração do personagem”, “busque o temperamento do personagem”. Vez ou outra a diretora manda certo ator parar ao centro e falar seu texto, outras vezes manda o ator parar ao centro e falar seu texto como se seu personagem estivesse falando para o personagem do outro colega, exemplo: Thaís para ao centro e tem que falar seu texto pensando no personagem de Sérgio. Esse momento é feito para os atores aquecerem todas as informações que já juntaram e criar mais intimidade com seus personagens.
Agora todos sentam em roda e começa a leitura dramática do texto, vão batendo o texto e se alguém acha de deve parar o colega e sugerir algo, ou dar um estímulo tem a liberdade, a diretora é quem mais faz esse papel de estimular mas todos os atores tem liberdade para fazer o mesmo, todos já estão de texto decorado, o que facilita esse momento de criação.






domingo, 20 de outubro de 2013

Introdução - Direção 1: Nunca quis ser diretora

    Esse processo trata-se de uma de disciplina de direção, onde uma aluna se ver obrigada a fazer uma disciplina que não lhe agrada. Renata Rios, entra para o curso de Artes Cênicas(bacharelado) com a intenção de ser atriz, sem nenhuma intenção de ser diretora. Ao se encontrar nessa situação/problema, decide trazer isso para o seu processo de criação. Com questões como: "Você realmente precisa e quer um diretor?";"Por que não mandá-lo à MERDA...?" "E se precisa, como seria esse diretor?"

Renata opta por um processo colaborativo, onde todos possam compartilhar, sugerir e ajudar nas respostas de seus questionamentos.

 Duas músicas foram escolhidas para provocar seus atores e iniciar o seu processo de criação: Baioque ( Chico Buarque) e Infinito Particular (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown). Abaixo vocês podem ler as letras e ouvir as músicas. 

Baioque

Quando eu canto, que se cuide quem não for meu irmão
O meu canto, punhalada, não conhece o perdão
Quando eu rio

Quando eu rio, rio seco como é seco o sertão
Meu sorriso é uma fenda escavada no chão
Quando eu choro

Quando eu choro é uma enchente surpreendendo o verão
É o inverno, de repente, inundando o sertão
Quando eu amo

Quando eu amo, eu devoro todo meu coração
Eu odeio, eu adoro, numa mesma oração, quando eu canto

Mamy, não quero seguir definhando sol a sol
Me leva daqui, eu quero partir requebrando rock'n roll

Nem quero saber como se dança o baião
Eu quero ligar, eu quero um lugar
Ao sol de Ipanema, cinema e televisão
 
 
Infinito Particular
Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
 
 
Ate mais!