Esse processo trata-se de uma de disciplina de direção, onde uma aluna se ver obrigada a fazer uma disciplina que não lhe agrada. Renata Rios, entra para o curso de Artes Cênicas(bacharelado) com a intenção de ser atriz, sem nenhuma intenção de ser diretora. Ao se encontrar nessa situação/problema, decide trazer isso para o seu processo de criação. Com questões como: "Você realmente precisa e quer um diretor?";"Por que não mandá-lo à MERDA...?" "E se precisa, como seria esse diretor?"
Renata opta por um processo colaborativo, onde todos possam compartilhar, sugerir e ajudar nas respostas de seus questionamentos.
Duas músicas foram escolhidas para provocar seus atores e iniciar o seu processo de criação: Baioque ( Chico Buarque) e Infinito Particular (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown). Abaixo vocês podem ler as letras e ouvir as músicas.
Baioque
Quando eu canto, que se cuide quem não for meu irmão O meu canto, punhalada, não conhece o perdão Quando eu rio
Quando eu rio, rio seco como é seco o sertão Meu sorriso é uma fenda escavada no chão Quando eu choro
Quando eu choro é uma enchente surpreendendo o verão É o inverno, de repente, inundando o sertão Quando eu amo
Quando eu amo, eu devoro todo meu coração Eu odeio, eu adoro, numa mesma oração, quando eu canto
Mamy, não quero seguir definhando sol a sol Me leva daqui, eu quero partir requebrando rock'n roll
Nem quero saber como se dança o baião Eu quero ligar, eu quero um lugar Ao sol de Ipanema, cinema e televisão
Infinito Particular
Eis o melhor e o pior de mim O meu termômetro, o meu quilate Vem, cara, me retrate Não é impossível Eu não sou difícil de ler Faça sua parte Eu sou daqui, eu não sou de Marte Vem, cara, me repara Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim Só não se perca ao entrar No meu infinito particular Em alguns instantes Sou pequenina e também gigante Vem, cara, se declara O mundo é portátil Pra quem não tem nada a esconder Olha minha cara É só mistério, não tem segredo Vem cá, não tenha medo A água é potável Daqui você pode beber Só não se perca ao entrar No meu infinito particular